quinta-feira, 16 de outubro de 2014

0 Resenha [filme] - A Hospedeira

Oi, pessoas!!

Partiu mais uma resenha de filmes?

O escolhido de hoje foi A Hospedeira, lançado em 2013. Passou uma reprise no HBO, e lá fui eu assistir novamente pra resenhar.

Baseado no romance de mesmo nome da autora Stephanie Meyer (Saga Crepúsculo), também contou com sua assinatura na produção. Os direitos do filme, inicialmente pertencentes aos produtores Nick Wechsler, Steve e Paula Mae Schwartz, foram comprados pela Open Road Films, uma produtora independente. Andrew Niccol (Gattaca) fez o roteiro e a direção.


A HOSPEDEIRA
The Host, 2013
Drama, ficção científica, romance
125 min.

Sinopse:
Em The Host, o planeta Terra é invadido por um inimigo despercebido. Os humanos são transformados em hospedeiros dos invasores: passam a não ter mais sua própria consciência, enquanto o corpo permanece igual e a vida prossegue sem qualquer mudança aparente. A maior parte da humanidade não consegue resistir. Quando Melanie, um dos poucos humanos que ainda não haviam sido capturados, é encontrada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Peregrina, a alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, havia sido avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, excesso de sentidos, diversas recordações presentes. Mas existe uma dificuldade com que Peregrina não contava: a dona anterior do corpo combate a posse da sua mente. Peregrina esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada — Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão denunciar. No momento em que uma inimiga em comum, a Buscadora, transforma Peregrina e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida pelo homem que amam. Eventualmente, Peregrina passa a viver com um grupo de humanos resistentes, encontrando dificuldades para ser aceita e um grande risco de ser assassinada. Porém, algumas das pessoas do local se aproximam dela, incluindo o irmão mais novo de Melanie, Jamie, e um dos residentes locais, Ian O'Shea.




(postagem atualizada em dezembro/2016)


A Hospedeira foi classificado com os gêneros romance e ficção científica. Tem gente que diz que é ficção científica romântica. Outros não dizem nada, apenas massacram o filme.

Tá... Não é um dos melhores filmes da face da Terra, porém não é tão ruim assim.

Assim, se você resolveu assistir o filme, pensando em uma típica ficção científica alien, ao estilo “Independence Day” ou “Guerra dos Mundos”, desista agora enquanto é tempo. 

A história é narra a vida de Melanie Stryder, logo após a invasão da Terra por seres de outros mundos, chamados Almas. São aliens do tipo parasitas: eles vivem às custas de dominar seus hospedeiros, assumindo suas identidades e personalidades por determinados tempos de vida.

Tudo ia bem com o sistema de invasão para promoção da paz universal até que chegaram à Terra. Aqui, a invasão teve mais resistência e as almas começaram a sucumbir aos nossos neurotransmissores, ou seja, sentimentos e personalidades conflitantes.

Tanto conflito que Peregrina, a alma parasitando Melanie, acabou por se meter em apuros com humanos rebeldes da família de Mel e com seu próprio povo.

Ah, sim! Como acontece quase sempre, o filme sofre da Maldição das Adaptações. O roteiro do filme é uma versão simplista e mínima do que é o livro. Praticamente uma história nova. A crítica cinematográfica odiou. Alguns fãs da autora SM até gostaram. Eu, particularmente, achei válido como entretenimento para a noite solitária de sábado se não houver mais nenhum outro filme legal na TV. E deixo claro: prefiro o livro mil vezes.

No filme, a relação da hospedeira Melanie com Peregrina é quase relevada a segundo plano. A atriz é boa e soube fazer uma boa interpretação, mas não sei porque as personagens tem um jeito que não condiz com o livro. Peregrina parece ser bem mais batalhadora/lutadora e amorosa, porém no filme parece sempre fraca.

A relação delas com os humanos rebeldes também é precária. Nem de longe conseguimos captar o quanto sofreram quando foram capturadas e feitas prisioneiras, o sentimento de perda, o medo da morte, a compaixão que adquire no contato regular ao longo da sua estadia nas cavernas.

A escolha dos atores não é nem de longe próxima às características físicas e de personalidade dos personagens. O melhor exemplo disso é a Buscadora. No livro, ela é bem mais intimidante e petulante, você tem vontade de estrangulá-la; no filme, é só irritantemente chata, nem de longe você percebe a força e a teimosia que o personagem devia ter.

O imaginado bonitão do Ian O'Shea, um fortão capaz de matar aliens a torto e a direito, que também se mostrou capaz de amar alguém por suas ações e não seu corpo, também decepcionou um pouco no filme. O ator conseguiu captar a essência amorosa do machão matador de aliens, só que parou aí. Todo o resto dele, assim como o físico, não corresponde com a descrição do personagem. Ficou um Ian chocho, minguado.

Com uma baixa quantidade de efeitos especiais pirotécnicos, o filme apresenta cenas de ação e morte que nunca existiram no livro, talvez como uma tentativa de deixar o enredo mais ativo do que o meloso. As cenas mais intensas são as mais sentimentais, mais para o final, quando os humanos rebeldes podem finalmente ver como são as Almas.

Enfim, o filme vale as horas gastas assistindo? Se você está a fim de uma ficção científica diferente, onde os aliens não tem olhos gigantes, nem se parecem com insetos grotescos e não estripam seres humanos, ou sem seres humanos se unindo sob o comando de um presidente para detonar naves alienígenas, ok, vai ter servir. Se você quer ver a bagaça explodindo... Acho que não vai rolar pra você.




ELENCO PRINCIPAL

- Melanie Stryder / Peregrina - Saoirse Ronan, de Desejo e Reparação

- Jared Howe - Max Irons, de A Garota da Capa Vermelha

- Ian O'Shea - Jake Abel, de Percy Jackson e o Ladrão de Raios

- Buscadora / Lacey - Diane Kruger, de A Lenda do Tesouro Perdido)



No final das contas, nada disso importa. Se você estiver a fim, veja. 

E aproveite o filme!

Até + ver!







Nuccia De Cicco é bióloga, Doutora em Bioquímica, escritora, poetisa, bailarina e blogueira. Carioca de paixão de Santa Teresa, é apaixonada por livros, seriados, tatuagens e lambidas caninas, além de ter uma queda saudável por cafajestes. Surda desde os 27 anos, é co-autora em nove antologias e publicou o livro “Pérolas da minha surdez”, uma obra sobre luta e força de vontade. Todas as suas facetas são mostradas no blog “As 1001 Nuccias”. Nele, a literatura impera!


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