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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

0 [Nuccia em Prosa] - Conto "Pendências"

Oi, pessoas!
Vou abrir a tag 'Contos', de minha autoria. 
Aqui, postarei metade do texto, ok? Para ler o conto completo, adquira a Antologia Amor e Morte ou acesse o livro no Wattpad (link no final do texto).
O primeiro a ser apresentado a vocês é, também, o primeiro a ser aceito para publicação! 

"Pendências", cuja Sinopse está aí embaixo, foi publicado na Antologia Amor e Morte, cuja Resenha você encontra aqui no blog:

Sinopse:
"Atos desesperados não podem ser mudados". Ana Beatriz, que odeia deixar coisas não-terminadas, mal resolvidas e assuntos pendentes, está de volta à sua casa de infância, casa que abandonou após uma briga com seu namorado, quase-futuro noivo. Mas, as circunstâncias de seu retorno não são nada amigáveis. Ela encontra poeira e papéis. E o namorado.



"Pendências"


A vida de uma pessoa não é medida por seus atos, bens ou descendentes. Ela é medida por papéis. Pela imensa quantidade de papel que deixa para trás. Lembro dos dias após a morte de minha tia. Certidões, contratos, fotos, formulários, convites, testamentos. Ficar sozinha, cercada por este mundo de papéis, está me deprimindo. Decido ignorar tudo e andar a esmo pelo casarão.
A mesma casa onde nasci, cheia de coisas que já não possuem significado algum. A poeira toma conta de cada objeto. As cortinas pesadas impedem a passagem da luz, deixando tudo opaco. Percebo estar naquele que, até semanas atrás, foi meu quarto. Cheguei ao terceiro andar e nem percebi. Defronte ao espelho exagerado, quem vejo é apenas uma sombra. Tudo estaria diferente se eu tivesse aceitado? Ainda estaríamos aqui?
Sobre a cama, encontro um livro. O mesmo que lia antes de tudo acontecer. Na noite seguinte, abandonei a casa, sem recordar como voltei. Sempre detestei parar qualquer atividade no meio, deixar assuntos pendentes. Estico o braço para pegar o livro que nem me interessa mais, mas que sinto obrigação de terminar de ler, quando um barulho me distrai. Aproximo-me da janela com cuidado e observo o carro inconfundível entrar na garagem. Era ele. Por quê?
Saio do quarto, desço um andar e paro no patamar da escadaria. Não me deixo ver. Ele age normalmente, largando as chaves sobre a mesa no hall. Caminha, passando pela sala e some de vista ao virar no corredor. Foi ao escritório, onde largava a pasta com processos e o computador. Preciso descer, mas ele não pode me ver. Nós nem conversamos depois de tudo. Com cuidado, faço o mesmo caminho e paro ao lado da entrada do escritório.

- Ah, Carinho, por que você fez aquilo? – Sua voz entristecida me parte o coração. Carinho sou eu. Perdão, não me apresentei. Sou Ana Beatriz da Costa Teixeira Magalhães e Silva. Blá, blá, blá. Tanto nome... Como se importasse. Para ele, sempre foi Carinho. Desde aquela primeira noite, quando finalmente deitamos na minha cama.
(continua)
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Espero que tenham gostado!



Leia este e outros contos no meu perfil do Wattpad:



Até + ver!
Nu.

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