quarta-feira, 25 de março de 2015

2 [Nuccia em Prosa] - Conto "Só Sexo"

Oi, pessoas!

Pra quem não lembra ou não sabe, no ano passado, participei de um curso de escrita criativa (não, não ganho nem um centavo em divulgação, apenas me orgulho em não ser uma escritora que já nasceu sabendo) e escrevi vários contos novos como parte das atividades. E, porque eu gostei mesmo do que escrevi e também porque foram revisados, escolhi compartilhá-los com vocês.

Este conto, "Só Sexo", partiu da premissa que deveria ser escrito unicamente em diálogos. Isso aí, através de um diálogo simples, o leitor conhece os personagens, a trama, o conflito e o desfecho, com muito pouca narrativa explicativa.

Então, eu pensei numa discussão. dois jovens discutindo uma relação. Ah... Mas isso é clichê demais! Seria mesmo se a relação não fosse mais moderna, em que cada faz o que quer da sua vida, afinal ela é sua e da sua competência. Para 'desclichezar' mais, é a protagonista a quem o texto se refere, ou seja, a vida sexual dela só diz respeito a ela e dane-se o que o carinha acha.

Deem uma lida e avaliem como me saí:



Só Sexo

– Carol? Ei, Carol! – ele apareceu correndo.
– Pombas, Júlio! Eu estou prestando atenção. Não precisa bater assim tão forte.
– Prestando atenção, uma ova! E se eu não te empurrar, você não me olha.
– Vai dizer logo o que quer ou não?
– Beleza... Você soube o que aconteceu? Do Carlos?
– Que tem o Carlos?
– Como assim, o que tem o Carlos? Deu um espetáculo com a Amanda na praça do shopping!
– Ah é? Qual o motivo dessa vez?
– Acho que foi... Ei! Olha pra cá! – ela desviou o olhar do rosto dele. – Você não quer mesmo saber ou está me punindo por ontem?
– Ai, Júlio! Ontem não tem nada a ver! E eu já sabia do Carlos e da Amanda. Eu estava lá.
– Tudo bem, tudo bem. Mas você estava meio tristinha no final. Fui eu?
– Meu Deus! A conversa não era sobre o Carlos? Eu não vou falar sobre ontem e assunto encerrado!
– Tá, tá!  Sobre o Carlos. Ele pegou a Amanda com alguém. De novo.
– E qual a novidade?
– Dessa vez foi no shopping. E... – Júlio teve que se interromper. Amanda vinha pelo corredor. De cabeça erguida e ar petulante, mas cujo olhar se demorou no casal em silêncio, perto do banheiro.
– Ela ficou olhando pra você.
– Ficou nada. Você está vendo coisas que não existem e pensando coisas que não deve.
– Isso ainda é sobre ontem?
– Porra, Júlio, já deu no saco isso! Eu gosto de você, mas sexo é só sexo.
– E eu não sei, por acaso? Como se eu precisasse de mais uma mulher doida na minha vida. Mas que ela olhava, olhava sim. – Os dois se encararam, medindo semblantes furiosos – Peraí. Você disse que estava lá.
– E? – a insegurança tomou o semblante dela.
– E você odeia o shopping. E odeia a Amanda, então não foi faz... – ele cortou a frase. Boquiaberto, compreendeu. – Foi você!
– Eu não sei do que você está falando. – Ela se virou, pronta pra ir. Mas ele a puxou de volta.
– Você e Amanda? Sério? E ontem?
– Ontem foi você e eu. Antes, fui eu e ela. Sexo é só sexo. Vê se aprende logo – puxou o braço da mão dele e alisou seu cabelo. Por fim, ajeitou o fichário e partiu, deixando-o ali, sozinho e pasmo com a descoberta.

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Leia este e outros contos no meu perfil do Wattpad:


Boa leitura!

Até + ver!

Nu.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá Felipe!!
      Que bom ver você por aqui!
      É sempre bom ver alguém tomando as rédeas da própria vida! rsrs...
      Obrigada!
      bj-Ka!

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