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sexta-feira, 1 de maio de 2015

0 Resenha [livro] - Cidade do Fogo Celestial

Oi, pessoas!

Eis que chegou o dia derradeiro, aquele em que nos despedimos de personagens que passamos a amar, de lutas que ansiávamos, da tensão constante de acompanhar uma saga. É o mesmo dia em que começa a DPL (Depressão pós-Livros).

A resenha de hoje é do livro Cidade do Fogo Celestial, último da série Instrumentos Mortais. Li os 6 livros da série em 2 meses (comecei em meados de janeiro e terminei no final de fevereiro), mas, para evitar lotar o blog de postagens seguidas da coleção, espacei as resenhas ao longo dos meses. Definitivamente não são livros que você demora para ler: há urgência em saber tudo!

Adiar muito seria o mesmo que arrancar um curativo lentamente. Vamos, então? Segue a sinopse oficial deste livro:

*Livro do acervo pessoal do blogueiro*

ERCHOMAI, Sebastian disse. 'Estou chegando'.

Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Em 'Cidade do Fogo Celestial', enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos se unem no meio do caos para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary, Sebastian, cujos poderes colocam tudo em risco. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo, outra dimensão, ser a resposta, para conseguirem ter uma chance de impedi-lo? Vidas serão perdidas, sangue será derramado, amor será sacrificado, e o próprio destino do mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.


Bom, cuidado aí, pois há alguns spoilers dos livros anteriores!

O mundo dos Caçadores está severamente abalado. Em Cidade das Almas Perdidas, Sebastian (Johnathan Morgenstern) criou um Cálice Infernal com a ajuda de Lilith, o mesmo Demônio Maior cujo sangue foi dado a Valentim para injetar em Jocelyn, sua esposa, quando ela estava grávida de Sebastian/Johnathan. Com o Cálice Infernal, Sebastian transforma os Caçadores de Sombras em Caçadores Malignos, os Crepusculares. E inicia a guerra, invadindo Institutos, matando jovens e idosos, transformando todos os demais. Convocando, torturando e assassinando Anjos. Entrando e saindo de Ídris, sem acionar os alarmes das barreiras. Tudo isso porque deseja cumprir uma lenda sobre a tradição do seu nome (Morgenstern = Estrela da Manhã). E porque deseja sua irmã; uma coisa de posse mesmo.

Jace está tentando aprender a controlar o Fogo Celestial que absorveu ao ser apunhalado com a Espada Gloriosa (a espada pessoal do Arcanjo Miguel, emprestada aos Caçadores pelo Anjo Raziel, numa 'entrevistinha' convocada por Simon). E foi a própria Clary quem o apunhalou, num ímpeto de desejo de livrá-lo do poder de Sebastian. Este mesmo Fogo queimou toda a maldade do laço do feitiço de Lilith que o manteve ligado e submetido a Sebastian, trazendo Jace de volta aos Caçadores.

Este último livro traz novos personagens e novas facetas dos personagens mais do que conhecidos. Em meio ao caos da nova Guerra, temos conflitos amorosos, relações desfeitas, novas relações (e alianças) feitas. O livro mostra tudo o que ocorre nos vários núcleos centrais (Bando de Lobos, Clã dos Vampiros, Ídris, Reino das Fadas, Cidadela de Adamantis, Edom), sob diferentes pontos de vistas de cada personagem.

A Guerra Maligna se passa essencialmente em Edom, o reino demoníaco onde Sebastian escolheu se assentar. É o reino governado por Lilith e Asmodeus, um reino que já foi habitado por Caçadores de Sombras, que perderam sua própria guerra, deixando este reino devastado, morto e super-povoado de demônios e Crepusculares. Essencialmente, mas não totalmente, claro. Sebastian quer subjugar os Caçadores, quer Clary como sua Rainha, e até conseguir vai arrasar Ídris, a Cidade de Vidro, e todos que estão lá.

A narrativa ainda é fluída, e alterna o ponto de vista de acordo com o personagem narrador. Ainda é uma narrativa em terceira pessoa com narrador onisciente, ou seja, apesar de não ser o próprio personagem quem narra, é capaz de descrever pensamentos e emoções dos demais personagens envolvidos. Não observei erros de digitação/tradução, gramática.

Apesar de esta nova Guerra não ter tido as proporções da Guerra Mortal (entre Caçadores, Demônios e Valentim) do 3º livro, a história deixou mais 'ganchos' para futuras outras obras literárias, como as que já estão lançadas. 

Como exemplo, "As Crônicas de Bane", uma série que conta as histórias da vida do feiticeiro Magnus Bane, baseada no caderninho que ele dá ao Alec. Outro exemplo é a trilogia "As Peças Infernais" que conta a história dos Caçadores de Sombras em Londres, num mundo ANTES da paz ser estabelecida com os integrantes do Submundo. É protagonizada por Tessa Gray, uma feiticeira que é mencionada em alguns dos livros de instrumentos Mortais, mas só é apresentada ao final de Cidade do Fogo Celestial, e por vários membros das famílias Herondale, Carstairs, Fairchild, Lightwood e outros.

    

Neste último volume, temos também algumas cenas mais do que esperadas (se você não esperava, lamento, lá vai spoiler), como a morte de Sebastian, a noite de sexo entre Clary e Jace, o casamento de Jocelyn e Luke. E outras bem surpreendentes, como a ascensão de Maia, a identidade do papai de Bane e o que acontece com Simon (não, eu não vou dizer o quê).

De muitas formas, uma saga muito, mas muito boa. Como dito em resenhas anteriores, a autora demonstrou grande capacidade literária ao unir tantas criaturas fantásticas em um único enredo, além de conseguir estender uma história em 6 livros grandes; uma saga que estava programada para encerrar no 3º. Os personagens amadurecem ao longo de todo esse tempo, que parece ser enorme, mas na verdade a história dos 6 livros é narrada ao longo de alguns meses. E o último livro me surpreendeu por não fazer um final clichê, ao estilo "... e foram felizes para sempre". Pelo contrário, mostrou que guerras resultam em retaliações, e retaliações podem gerar futuras guerras; que ninguém, nem mesmo crianças, sentem-se totalmente seguros ao final da guerra; que felicidade é conquistada e nem sempre conseguimos como queremos. 

Enfim, uma série primorosa, apesar de bem comercial. Mas, também, se não tivesse esse apelo comercial, não teria feito esse sucesso todo. E, além de todas estas novas histórias baseadas nesta saga, temos à venda o Códex dos Caçadores de Sombras, livro citado várias vezes ao longo da saga e cuja citação de contracapa encerra a saga neste último livro:



"Livremente servimos,
Porque livremente amamos, conforme nosso arbítrio
De amar ou não; assim nos erguemos ou caímos."



Deixo aqui as últimas citações desse último livro, bem como os links das resenhas dos livros anteriores, assim vocês conseguem acompanhar tudo com calma:





Instrumentos Mortais:

6 - Cidade do Fogo Celestial



Boa leitura, cuidado com a DLP!

Até + ver!

Nu.


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