sexta-feira, 29 de abril de 2016

26 [No Umbral] [Conto] - Meu Primeiro Amor

Bem-vindos à mais uma postagem da coluna "No Umbral"!


Bom encontrar vocês novamente!

Perderam as postagens anteriores? Serão contos e resenhas relacionadas ao gênero terror, sobrenatural e mundo gótico. Confiram minhas histórias clicando AQUI.

A história de hoje é um conto antigo, um dos primeiros que escrevi e que foram guardados com carinho. Essa história ainda me toca profundamente.

Espero que vocês continuem sentindo arrepios com leitura e que deixem de ser medrosos! Fiquem atentos às noites nevoentas! hehe...

Eu sou Orfeu Brocco, seu anfitrião e guia, venham comigo!


Meu Primeiro Amor
por Orfeu Brocco 

Eu havia fugido de casa. Era uma noite propícia para um filme de terror e durante aquela fuga toda a inocência dos nove anos de idade iria se esvair, como as esperanças de um preso no corredor da morte.


Vestido com minhas roupas de escoteiro, mochila repleta de provisões que durariam poucas horas, eu seguia pela estrada tomada pelas névoas e as vozes em meu walkman eram o único meio de fugir da solidão da rodovia.
Os carros por ali eram raros naquela noite e eu não temia nenhum louco assassino naquele lugar. Ninguém era insano o suficiente para encarar a névoa e a estrada deserta. Somente uma criança de coração partido.
Após alguns quilômetros, enxerguei o primeiro vestígio de vida humana.
Aproximei-me e observei de perto, tomado de terror, fascínio e curiosidade: um caminhão, provavelmente sem controle, havia se chocado a um carro que estava completamente destruído.
Olhei dentro da cabine. O motorista do caminhão estava com um ferimento feio em sua cabeça que denunciava a sua mortandade. Dando a volta, me aproximei do carro e encontrei alguém. Presa entre as ferragens, somente com a cabeça visível do lado de fora. Cobri minha boca espantado e quando pensei em toca-la, ela abriu os olhos.
— Me ajude! Me ajude! — pediu desesperada.
— Você ainda está viva! Meu Deus! — berrei espantado. Ela mostrou um sorriso apagado que indicava o pouco tempo que lhe restava. Tentei acalma-la. — Eu vou pedir ajuda, moça!
— Mas, onde? É uma estrada longa e com toda essa neblina, vai ser impossível achar alguém! — a moça tinha a face manchada de sangue, mas nem isso lhe tirava a beleza delicada de sua pele clara que era ressaltada por intensos olhos verdes e cabelos ruivos, desgrenhados naquele momento.
— Não diga isso! Eu sou um escoteiro! Nunca subestime um de nós! — disse a ela bravo por sua falta de fé em mim. Era uma missão difícil, mas eu iria salva-la.
Ela riu.
— Você é uma gracinha! Qual seu nome? — perguntou.
— Maurício — respondi tímido.
— Eu sou Heloísa. O que um garotinho como você faz nesta estrada deserta? —
abaixei-me e me sentei em sua frente.
— Não sou um garotinho — disse com empáfia. — Bem... Eu fugi de casa!
Após minha segunda declaração, percebi que havia desmentido a primeira e torci para que ela não notasse.
Os sons da noite, acompanhados daquela terrível brancura, traduziam todo o vazio da vida humana naquela estrada. Não havia nada ali além dos veículos destruídos, o cadáver de um caminhoneiro, uma moça que lutava pela vida e a mim, uma criança fugitiva que se sentia impotente. Vi sangue ser expelido após Heloísa tossir e me desesperei.
— Eu vou te tirar daí! — comecei a tentar arrancar qualquer pedaço da lataria, mas minhas mãos não eram fortes o suficiente.
— Eu também fugi de casa uma vez... — disse Heloísa perdendo as forças e quase partindo.
— Não, não se vá! — amparei seu rosto pendente. — Continue a falar comigo! Por quê? Por que fugiu?
Ela sorriu e uma discreta lágrima escorreu pelo rosto vermelho.
— Eu estava chateada com minha mãe... Havia lhe dado um presente de Dia das Mães e ela pareceu não dar a mínima.
— Sei como é a indiferença também — naquele momento, parei de tentar arrancar a lataria e observei minhas mãos que sangravam. Caí sentado e cansado.
— Só uma pessoa tola te ignoraria, você é ótimo! — ela me fitou docemente.
— Se eu fosse tão ótimo assim, te tiraria daí! — disse chorando.
— Acalme-se! Só fique comigo, alguém vai aparecer, vão me ajudar e te levar para casa — seu sorriso amenizou a dor de minha impotência em ajudar.
— Alguém vai te ajudar, mas não volto para casa — abri minha mochila e retirei um cantil de água. — Tá com sede? — perguntei e ofereci água.
— Muita, estou presa aqui há horas — aproximei o cantil de sua boca e lhe dei de beber. A água parecia ter lhe renovado as forças. — Tem namorada, Maurício? Onde você mora?
Continuei mexendo na mochila e achei uma barra de chocolate.
— Moro numa casa há alguns quilômetros nesta rodovia — desembrulhei o chocolate e dei um pedaço em sua boca. Ela comeu com enorme voracidade, sujando minhas mãos e misturando o doce ao sangue de sua face.
— Nossa! Que delícia! — ela lambeu ao redor dos lábios. — Você não falou se tem namorada! - e sorriu.
— Não, não tenho. Não vivem muitas meninas por aqui. Vivo com meu pai e ele passa a maior parte do tempo bêbado. Nem deve ter notado que fugi — sua cabeça pendeu para o lado e a amparei.
— Volte! Volte! — supliquei, ela abriu os olhos e o verde parecia se extinguir pouco a pouco.
— Não sei se consigo resistir... — ouvir Heloísa dizer aquilo acabou comigo por dentro.
— Consegue sim! Que você estava fazendo por aqui? Vamos, me conte! — comecei a procurar por algo que me ajudasse a tira-la dali.
— Eu ia visitar meu namorado... — respondeu. — Acho que o caminhoneiro dormiu no volante, mal percebi aquele monstro de metal se chocar contra meu carro.
Naquele momento tive uma ideia e até saltei. Corri até a cabine do caminhão, abri a porta e entrei. Empurrei o caminhoneiro morto para o lado.
— Helô, consegue me escutar? — berrei.
— Consigo, sim, o que vai fazer?
O rádio do caminhão ainda funcionava! Graças a meu pai, eu sabia como usar o rádio, ele havia sido caminhoneiro, antes de mamãe morrer.
— Vou pedir ajuda aqui pelo rádio! Me conte sobre seu namorado! —
enquanto eu tentava pedir ajuda, Heloísa falava de Bruno, seu namorado engenheiro. Em meio a chiados e caminhoneiros descrentes, eu berrava por ajuda, mas ninguém acreditava em uma criança.
— Ninguém virá, né? — o lábio inferior dela tremeu.
— Com certeza alguém responderá, já, já! Você gosta muito do Bruno ? — perguntei tentando mantê-la acordada. Ela tossiu.
— Que gracinha, poderia jurar que perguntou isso com ar de ciúme — ela pendeu o pescoço, a ajudei e acariciei seu rosto.
— Não é verdade, eu só... — os olhos dela se fechavam. Eu penteava seus cabelos com as mãos e a sacudia levemente para que acordasse.
— Admita, Maurício, foi ciúme sim... — sussurrou com um tímido sorriso que talvez fosse um esboço de adeus. Desesperado, eu chorava.
— Sim, foi ciúme, sim! Foi! Fique acordada!
“Aqui é o Cobra! Alguém na escuta? Alguém na escuta? Pensei ter ouvido um pedido de ajuda!”
Corri de volta ao caminhão e consegui responder ao caminhoneiro do rádio, expliquei que havia acontecido um acidente e lhe dei as coordenadas, conforme papai havia me ensinado. Ele achou que tratava da brincadeira do filho de algum caminhoneiro, mas eu o convenci da verdade.
— Heloísa! Heloísa! Conseguimos! O Cobra vai avisar a Polícia Rodoviária, alguém virá nos ajudar e te tirarão daí! E tem mais, eu voltarei para casa! — acariciava sua face ensanguentada, mal contendo a felicidade. Ela ergueu os olhos.
— Você é demais! Quando sair daqui vou embora com você — após derramar uma lágrima, tossiu mais sangue.
— Você vai comigo? Promete? — perguntei chorando.
— Prometo! — o encontro de nosso olhar parecia selar a promessa. Cansado, eu deitei ao lado das ferragens e conversamos um pouco sobre sonhos e aventuras. Nem percebi quando adormeci.
Acordei rapidamente dentro do carro de um policial rodoviário que decerto me levava para casa. Heloísa, mesmo ferida, estava ao meu lado, segurando a minha mão e mexendo em meu cabelo. Minha mão acariciou seu corpo ensanguentado, lacerado e macio. E nos abraçamos.
— Helô... — o policial que guiava em silêncio olhou para trás e depois voltou a guiar. Neste instante, ela apertou minha mão e me beijou, com língua e tudo. Era meu primeiro beijo. Vi seu sorriso e então adormeci.
Acordei rapidamente mais uma vez enquanto era entregue aos braços de meu pai. Chamei pelo nome dela e senti ele me pôr na cama.
Pela manhã, levantei sobressaltado. Papai me observava.
— Como está, garotão? Meu Deus, eu estava quase morto de preocupação! — ele me deu um forte abraço.
— Bem, onde está Heloísa? — perguntei.
— Você foi corajoso, filhão. Mas quem é Heloísa? 
— Havia uma garota no acidente, eu consegui mantê-la viva, conversando enquanto chamava por ajuda no rádio. Assim como o senhor me ensinou —
Papai sorriu e me abraçou mais uma vez, bem forte, quase me esmagando.
— Você é meu orgulho, moleque!
— Onde ela está, papai? — perguntei de novo.
— Deve estar no hospital sendo cuidada e deve estar muito bem. Graças a você! — ele passou suas mãos trêmulas sobre meus cabelos. Pediu que eu ficasse quietinho e foi preparar o café da manhã para nós dois.
Deitado em minha cama, eu me perguntava em que hospital estaria. Precisava vê-la, ouvi-la e senti-la. Ouvi a campainha tocar, saí de meu quarto e fui até a escada que acabava em frente à porta da frente para espreitar. Era um policial.
— Como está seu filho? Ontem à noite quando o trouxe de volta parecia muito abalado! — perguntou o homem da lei com capa de chuva.
— Ele está bem, mas não é à toa que estava abalado, afinal ele viu um acidente na estrada e ainda ajudou uma das vítimas, uma garota chamada Heloísa.
O policial se espantou:
— Heloísa? Como sabe o nome da vítima?
— Meu filho me disse. A garota conversou com ele enquanto ele a mantinha viva. Como está a garota? — papai acendeu um cigarro e encarou o policial.
— Ela está morta. Vocês conheciam a garota? — perguntou o homem das rodovias.
Ao ouvir o que mais temia chorei em silêncio e lembrei-me do rosto dela, lindo, mesmo manchado de sangue e de sua voz de soprano.
— Não conhecíamos. Ela que disse a ele — papai soltou a fumaça do cigarro e eu saí de meu esconderijo, caminhando, sem ser percebido até chegar lá.
— Senhor, isto é impossível, a garota foi decapitada no momento do acidente, a cabeça solta ficou presa entre as ferragens para fora. Quando ele a encontrou obviamente já estava morta. O legista nos assegurou.
Tomado de fúria revelei minha presença:
— Mentira! Mentira! A gente conversou! O namorado dela se chama Bruno! Você está mentindo, seu filho da puta! — papai precisou me segurar, pois eu ia chutar a canela do policial que partiu desconcertado.
Naquele mesmo dia, a notícia sobre a morte de Heloisa teve seu anúncio nos jornais, no qual também anunciaram o local de sepultamento da garota. Mesmo sem conversar sobre o que havia acontecido, papai concordou em me levar. O caixão estava fechado. Após o termino da cerimonia, restaram somente papai, um rapaz e a mim a observar a sepultura coberta.
— Mauricio, eu vou manobrar o carro, não demore — meu pai acendeu um cigarro e se afastou. Eu me aproximei do rapaz silencioso e perguntei:
— Você era o namorado dela? O Bruno?
— Sim, eu era, como sabe? Nunca te vi antes, você é primo dela? — ele perguntou surpreso.
— Eu só sei. Ela me disse que gostava muito de você — ao ouvir minhas palavras, ele sorriu e me abraçou, depois partiu silenciosamente chorando. Lembrei-me dos lábios dela a encontrarem os meus.
Fiquei a observar até que papai voltou.
— Vamos, filhão? — ele me chamou, corri e segurei sua mão. Retornamos ao carro e antes de partir eu olhei para o cemitério uma última vez e disse um adeus baixinho.
Durante a lenta viagem de volta para casa, eu comecei a pensar: se ela já estava morta, como pôde estar no carro de polícia junto de mim? Foi então que eu compreendi. Heloísa havia cumprido a sua promessa.
Os anos se passaram, mas nunca esqueci de sua imagem. Às vezes, ao fechar os olhos, consigo até mesmo sentir o toque dela e me lembro do gosto de seu beijo ensanguentado e sereno.




Deixem seus comentários. Responderei todos com muito carinho.

Até o próximo mês!

Cuidado com a passagem de volta ao Umbral!



Orfeu Brocco nasceu em Uberlândia - MG em 1988, casado, atualmente vive em São Paulo. Como autor, suas obras lançadas até o momento são; "Criações Sombrias" (2014) e "Jardins Dolorosos da Babilônia (ou versos ácidos para meu amor, se você preferir)" (2014), além do livro infantil "Hélio e o menino gota" (2015), lançado pela Editora Miranda. Atualmente, desenvolve mais livros e HQs junto dos amigos.

CONTATO: broccoluiz@bol.com.br




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26 comentários:

  1. :o Nunca tinha livro uma história em primeira pessoa e que história é essa? Estou sem saber o que falar, muito boa... Parabéns.

    Já pensou em escrever um livro? Não sei se você já é, mas você se sairia bem.


    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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    Respostas
    1. Oi Márcio, como vai ? Tenho livros escritos, cerca de 18 atualmente, porém só tenho publicado um de terror de maneira independente chamado Criações sombrias que inclusive a Nu fez a resenha e esta neste blog!
      Meus lançamentos até o momento são: Criações sombrias de terror, Jardins Dolorosos da Babilônia (tb por vias independentes) e Hélio e o Menino Gota, publicado pela Editora Miranda do Rio de Janeio, este trata-se de um livro infantil lúdico e interativo que ensina as crianças sobre a água.
      Os outros 15 ainda serão publicados conforme o tempo e $ ;)
      Fico feliz que tenha gostado do conto, pessoalmente gosto muito do Maurício (personagem principal).
      Muito obrigado por ler e pelo carinho, abraços.

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  2. Muito bom, parabéns! Fiquei atenta desde o início e acho isso ótimo. Muito sucesso!

    Carolina Gama

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  3. Nossa, adorei o conto. Você tem um talento incrível com as palavras. E por favor, continue nos apresentando mais textos de sua autoria, eu adoro essas postagens. Lhe desejo muito sucesso e ótimas leituras!
    beijos, Fer ♥

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  4. Não sou muito de gostar de contos, muito menos de terror, mas esse me deu um certo arrepio... rs.
    Parabéns!

    Beijos!

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    1. Oba, fico feliz pelo arrepio causado, apesar deste ser um dos mais leves que escrevi.
      Obrigado pela apreciação, daqui uns dias o conto de Maio estará on, não perca!
      Beijos com todo carinho!

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  5. Oiii, tudo bem?
    Adorei o conto, meu gênero favorito é de terror <3 então amei e quero mais posts assim hahahaa
    Beijinhos

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    Respostas
    1. Oi Morgana, estou bem, obrigado por perguntar e você ?Espero que esteja bem.
      Se você gostou, fique no aguardo, daqui uns dias subiremos o conto de Maio!
      Beijos pra você também!

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  6. Oi.

    Parabéns pelo conto, ficou maravilhoso.
    Nuccia amei o post, vocês estão de parabéns.
    Parabéns Orfeu, muito sucesso.
    Boa Noite.

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  7. Oiiii! Nossa, eu amei esse conto. Mesmo sendo triste ele foi bonito! Ela protegeu ele, foi um anjo . Ele tentando ajudar e ela ali o protegendo, fazendo ele voltar para a casa, nossa...foi surreal, amei demais! Abraços!

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  8. Eu amo horror, terror, suspense, amo de verdade! Adorei o conto, parabéns! Fico no aguardo dos próximos :D

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  9. Oi Orfeu, tudo bem?
    Achei lindo o que ela fez, é uma pena que ela não tenha sobrevivido. Seu conto ficou ótimo, me prendeu a atenção até o fim, parabéns!!! Traga outros para nós conhecermos.
    beijinhos.
    cila.

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  10. Oi!!
    Parabéns pelo conto..
    vc escreve muito bem.
    bjs

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  11. Olá Orfeu e Nu.
    Essa coluna ta show, você escreve muito bem Orfeu, confesso que nesse não senti medo, meus olhos suaram um pouco hahaha...
    Fiquei com coração partido pela moça e pelo menino, talvez tenha mexido comigo por ter perdido uma amiga assim anos atrás :/

    Abraço, continue escrevendo!!

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  12. Eu gostei da sua escrita, mas confesso que o gênero não faz muito o meu estilo como leitora. Tenho preferência por histórias com uma pegada mais leve, menos sombria.

    http://laoliphant.com.br/

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  13. Adorei o conto!
    Apesar de já ter mais ou menos sacado qual seria o desfecho por conta das vezes que o menino a via com a cabeça pendendo, ainda assim ele prendeu minha atenção do início ao fim. Muito boa a escrita! Parabéns :)

    Beijos,
    Kemmy - Duas Leitoras

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  14. Oie
    muuuito legal seu conto e instigante haha adoro o gênero, gostei também por ser rápido e mesmo assim envolvente, parabéns

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  15. oi ^^
    eu amo contos e adorei esse, apesar de estar lendo isso as 2 da manhã e morrendo de medo kk Seguindo o Coelho Branco

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  16. Adorei o conto, muito bem escrito e estruturado além de prender o leitor do começo ao fim.

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  17. adorei o conto, tirando que estou lendo a noite e sozinha eu gostei bastante porém creio que vou dormir de luz acesa kkkk

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  18. Muito bom!!! Escrita instigante e dinâmica, meus parabéns, quero acompanhar os demais! Bjs

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  19. Muito bom o conto, parabéns! Apesar de haver fantasmas e decapitação, achei que pensei bem mais para o romance do que para o terror. Achei fofo. 😉

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  20. Oiie Orfeu,eu adorei o conto, mesmo eu sendo uma medrosa de mão cheia rsrs. Gosto muito dos seus textos, e da sua escrita dinâmica/inteligente. Vou aguardar os próximos com aquela pitadinha de medo e muita ansiedade rs Parabéns!!!

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  21. Olá!
    Meus parabéns pelo conto, está realmente ótimo. Me prender do começo ao fim de uma maneira que eu não esperava.

    Abraços
    http://ummundochamadolivros.blogspot.com.br/

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  22. Esse è o gênero de leitura que eu mais amo na vida!!! Adorei muito esse conto que foi bem escrito e bem elaborado. E claro de arrepiar!
    Parabéns
    Camila

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  23. Oi Orfeu!
    Acho que esse foi o primeiro beijo mais sinistro da história da literatura! kkkkk
    Gostei muito do conto e confesso que senti um certo medinho... deu até arrepios!
    Bjs!

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Seja legal: aumente nosso ego deixando seu comentário!
Mas, ei! Cuidado aí! Sem comentários ofensivos!
Um imenso obrigado de todos nós!

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