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domingo, 28 de junho de 2015

0 [Surdos que dançam] - Myra Medrana

Bom dia, gente!

Resolvi continuar as postagens da TAG personalidades surdas. Esse projeto faz parte do livro "Pérolas da minha surdez". Pesquisei várias personalidades, famosas ou não, internacionais ou brasileiras, que possuem grandes histórias de vida apesar da surdez e/ou por causa dela.

Vou logo dizendo que não quero defender nenhum ponto de vista. Aqui não existem surdos unicamente oralizados, sinalizados, bilíngues ou implantados. Aqui não fazemos distinção entre surdos e deficientes auditivos, se perdemos a audição por doença, acidente, ou disfunção genética. Ninguém aqui quer saber se você já nasceu assim, perdeu na adolescência, na fase adulta ou quando já estava idoso.

Aqui, o que realmente fazemos é mostrar que a surdez, a perda da audição, não nos impede de sermos tão humanos quanto aqueles que ouvem. Que podemos continuar com nossa vida, termos nossos amigos, namorados, amantes. Conseguirmos carreira, profissão e empregos, seja da área científica, humanas, exatas ou artes.

Vocês ja viram que Thomas Edison, um dos cientistas mais conhecidos da atualidade, o inventor da lâmpada elétrica e outros tantos aparelhos, era surdo desde os 13 anos de idade.



Hoje, saindo da ciência, vou apresentar uma personalidade do mundo artístico. Myra Medrana é coreógrafa e diretora da Cia de Dança Filipina Dulaang Tahimik ng Pilipinas (DTP). 


Myra nasceu com um defeito no sistema nervoso auditivo, mas só recebeu o diagnóstico da surdez com 4 anos. Os médicos informaram que os nervos auditivos não se desenvolveram. Isso não foi um problema para ela nem para sua família. Myra possui 2 curso de graduação finalizados (Nutrição e Tecnologia de Alimentos), bem como o Bacharel em Estudos Surdos Aplicados.

Inicialmente com 11 bailarinos, sendo apenas 2 surdos, a Cia conta hoje com cerca de 20 componentes, todos surdos, alguns bailarinos e diretores. Seu grupo já se apresentou para o presidente Fidel V. Ramos, com a performance "Palácio Malacañang".






A partir daí, a Cia cresceu e já se apresentou nos seguintes festivais: 3º Very Special Arts Festival em Los Angeles, Califórnia, EUA (1999); no Festival Internacional de Pessoas com Deficiência em Kuala Lumpur, Malásia (2001); Prêmio Apolinario Mabini de Talentos Especiais (2001); Jornada Mundial da Juventude em Paris, França (2007), como Embaixadores da Boa Vontade.



Myra afirma que, para montar as coreografias do grupo, a letra de uma música vem antes da melodia. "Somente após ter a letra e o estado de espírito, eu percebo e imagino os movimentos, ações e expressões que são correspondentes. O ritmo depende das vibrações que sentimos".



Saiba mais sobre a Cia de Dança DTP, Myra e sua história (artigos em inglês):



- Cultura Surda (em português)



O que vocês acharam da história de Myra Medrana? 

Conhecem alguma personalidade surda, famosa ou não, que gostaria de ver por aqui?

Contem aí!

Até + ver!







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