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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

0 [Nuccia em Prosa] - Conto Noite Insólita


Olá, leitores!

Hoje vim trazer a vocês um pouquinho do meu conto sensual "Noite Insólita", recentemente lançado na Amazon!

Vem conhecer e degustar!


Sobre o CONTO:

Noite Insólita
Autora: Nuccia De Cicco
Editora: Amazon
2ª edição
Ano: 2017
48 páginas

Sinopse:

“Ela o queria, não apenas por uma noite. Queria mais.”

Eles se conheciam há quase um ano apenas pelo bate-papo de uma rede social. Com o tempo, a conversa se aprofundou e o desejo cresceu. E então, ele teve de ir à cidade dela para um evento. Um conto cheio de sensualidade, “Noite Insólita” mostra como a tentação vence o receio e abre as portas à uma paixão. Mas será que uma única noite seria suficiente para consolidá-la?





O conto foi lançado originalmente na Antologia bilíngue Ardente & Caliente: cuentos de pásion, em 2016 pela Editora Illuminare. A antologia foi levada a eventos nacionais, como a Bienal SP 2016, e internacionais, como a Feira do Livro Livre, em Buenos Aires/Argentina.

Após a finalização do tempo e contrato, o conto foi revisado mais uma vez, e diagramado para e-book Amazon. 

Lançado dia 15/dezembro, possui 48 páginas cheias de sensualidade e romance. O erotismo é bem leve, mas ainda assim o livro é recomendado para maiores de 18 anos.


O blog CuraLeitura fez uma resenha muito bacana! Leia AQUI!

Se você gostou, pode comprá-lo por apenas R$ 1,99 nesse link AQUI! Quem tem assinatura do Kindle Unlimited já pode baixar o conto na sua biblioteca!

Agora, se você ainda está com dúvidas, que tal conferir a degustação?

Boa leitura! Não esqueçam de avaliar! É muito importante esse retorno aos autores!

E muito obrigada!


DEGUSTAÇÃO

NOITE INSÓLITA


Ansioso, não conseguiu se distrair durante aquela única hora de voo, afinal ela poderia estar no aeroporto esperando-o. O sorriso cínico e jeito despretensioso dela tendiam a invadir seus pensamentos nas horas mais inoportunas. Ele não via a hora de encontrá-la e silenciar aquela boca pequena e petulante, cheia de manias de dizer frases de duplo sentido, capciosas. Sentiu um leve tremor.

Ao sair pelo portão de desembarque, avistou o rapaz que iria acompanha-lo ao hotel segurando uma placa com o nome da editora. Enquanto caminhava ao seu lado, analisou o saguão com os olhos, mas não avistou nenhum lampejo dos cabelos vermelhos que tanto desejava ver. Resignou-se a ter de esperar até o evento propriamente dito.

No carro, mal percebeu a vista da cidade desconhecida, perdido na imaginação de aspirar seu perfume, sentir seu gosto, tocar sua pele. Olhou o relógio novamente, ainda faltavam três horas.

*****

Ele havia feito questão de lhe dizer o horário do voo. Ela decidiu ir ao trabalho como um dia qualquer. A esta hora, o avião já havia pousado. Certamente alguém da editora estaria lá para recepciona-lo.

Não foi busca-lo, pois não queria parecer ansiosa demais. Agora, essa decisão vai corroê-la até a noite.

Pensou em quanto era impulsiva em sua forma de agir e falar sem medir palavras ou atitudes. Foi esse impulso que a levou a iniciar uma conversa na rede social on-line. Também foi o que iniciou o flerte.

Tentou não lembrar do fato de ele ser comprometido. Havia ainda o receio de sair com alguém já íntimo e ao mesmo tempo desconhecido e não corresponder às expectativas dele. Exasperada com seus próprios medos, decidiu que não iria mais se preocupar com o certo ou errado, ela só tinha essa vida e iria fazer valer a pena.

Enquanto organizava os arquivos, se perdeu na sensação de fitar aqueles olhos negros, que aparentavam uma sensibilidade profunda mesmo em fotografias. E, então, tremer de excitação quando os lábios dele tocassem a pele sensível do seu pescoço.

*****

Assim que chegou na livraria, ele fez questão de mudar a mesa de lugar, de forma que pudesse sempre observar a porta de entrada.

Já se passara uma hora que estava assinando livros, tirando fotos e olhando para a porta a cada vez que se abria. Praticamente perdera as esperanças de vê-la neste primeiro dia.

Por fim, passou a ignorar a porta veementemente e dar real atenção às pessoas que foram conhece-lo. Minutos depois, foi subitamente arrancado da sua introspecção por um toque leve em sua nuca, acompanhado de um sussurro no ouvido:

— Oi... — quase com um estalo, girou a cabeça na direção daquela voz, se desconcertando por causa da proximidade do rosto dela.

Largou a caneta, ignorando todos os que ainda estavam na fila. Após se erguer, não sentiu embaraço algum ao abraça-la de forma íntima e prolongada na frente de desconhecidos. Seu perfume leve e adocicado tinha poder suficiente para inebriá-lo, mas a “cereja do bolo” foi notar que ela não esquecera das conversas madrugadas afora. Lá estava, o batom tão vermelho quanto seus cabelos naquela boca pequena e safada.

Ele teve de dar um passo para trás, respirando fundo a fim de se recuperar e poder vê-la melhor. Ela usava um vestido preto simples, de corte assimétrico no decote, comprimento nem curto, nem longo, como se tentasse esconder a beleza que eram suas pernas há muito admiradas através das fotos trocadas. O pequeno salto a deixava ligeiramente mais alta do que ele. Em seu jeito despretensioso característico, ela agia como se o conhecesse desde sempre, porém era possível perceber sua ansiedade em alguns movimentos.

— Hum... como nós vamos conversar melhor mais tarde, vou dar uma volta pela livraria, ok? Assim, você pode se dedicar aos seus leitores — ela disse, apontando as estantes ao redor e a fila logo atrás da mesa, todos observando a cena se desenrolar. Em seguida, segurou-o pela nuca novamente, um toque seguro e suave, deixando um leve beijo em seu rosto.

Sorriu, passando o polegar em seu queixo, provavelmente para tirar a mancha do batom.

— Desculpe! — ainda sorria enquanto o batom agora em seus dedos. Começou a se afastar, sem nem esperar que ele dissesse algo, para retornar rapidamente — Ah, pode guardar minha bolsa? — colocou a bolsa sob a mesa, piscando para ele.

Antes de se afastar, com as duas mãos juntou e deu uma leve torcida nas chamas vermelhas que eram seus cabelos, antes soltos ao redor do pescoço, e tentou aninhar sobre o ombro esquerdo. Foi um gesto comum, cheio de simplicidade, porém o deixou fascinado e expôs uma pequena tatuagem logo atrás da orelha direita.



Ele decidiu que seria bem ali o primeiro lugar onde sua língua a tocaria.

*****

CONTINUA...




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