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sábado, 30 de maio de 2015

0 Resenha [livro] - Jardins Dolorosos da Babilônia

Bom dia, pessoas!

Hoje trago a resenha de um livro de poesias. Jardins Dolorosos da Babilônia foi escrito e publicado em 2014 de forma independente por Orfeu Brocco, um escritor mineiro, morando em São Paulo atualmente. 

Orfeu também é editor e fundador da Black Bird Brasil, projeto independente que publica novos autores e seus próprios livros. Também publicou a obra Criações Sombrias (2014). 

Como poeta possui participações em duas antologias: "Noite arrepiante", da Editora Literata (organizada pelo escritor Sr. Arcano) e "Relicário de poesia maldita 33", da RPM (organizada por Luiz Carlos Cichetto). É colaborador do portal Sombrias Escrituras, onde contribui com poesias, traduções, contos e artigos. Para 2015, Orfeu está lançando livros infantis pela Editora Miranda, do RJ.

*Obra cedida pelo autor no formato PDF para resenha referente a parceria. 
As opiniões são exclusivamente nossas.
Não houve nenhum tipo de intervenção em nossos comentários.*

A sinopse oficial, que você encontra on-line, é esta:

Através da prosa e poesia nesta livro escrito em 2008, Orfeu Brocco nos conta a história de um amor esquecido, onde um homem é levado a uma viagem através do espaço e tempo até a Babilônia e lá irá confrontar todas as personificações de suas dores.


But.... O Autor forneceu esta outra:

Humbert, sofre com o término de um relacionamento, durante um dia chuvoso, ele parte guiando o carro pela cidade sem rumo até se encontrar em uma viagem rumo a desconhecida Babilônia, templo dos amores perdidos no tempo, lá em meio a epifanias e versos ele mergulhará dentro de si mesmo e tentará desvendar a natureza das paixões impossíveis.

E a resenha? Lá vai:

A primeira coisa que você pensa é: os Jardins mais belos e intrigantes já construídos (Os Jardins Suspensos da Babilônia são alvo de estudos históricos, científicos e tecnológicos, até hoje) não podem ser ‘dolorosos’. Ao final, depois de mergulhar na introspecção do autor e poeta, de sentir sua alma quase palpável, de mergulhar em suas próprias lembranças, você percebe que beleza e amor podem doer, sim. Bastante.


A dedicatória é ímpar. Ao invés de oferecer o livro a qualquer pessoa de seu convívio, ou mesmo à mulher (ou às mulheres?) que serviu de inspiração, o autor dedica o livro ao Rei Nabucodonosor II e seus escravos, os ‘engenheiros’ e construtores dos Jardins. Reconhecer feitos históricos são ações de poucos.

O livro é dividido em partes que narram a trajetória do personagem dentro desse período conturbado de sua vida, assim nomeadas: “La solutidine interiore (o La traversata)”; “Por dentro da mente de Humbert”; “O Retorno à Consciência (ou o lento despertar)”; “Encenaçõess da Saudade (ou Delirium tremens)”; “Realidade? (ou o Desvanecer do Jardim)”.

Cada uma é iniciada com um trecho narrativo antes de chegarmos às poesias em si. O narrador-personagem é, ninguém menos, que Humbert, uma clara referência ao personagem de Nabokov no livro “Lolita”, que, descobri, ser um dos livros preferidos do autor. Tão cheio de romantismo quanto, Humbert está em meio ao processo de desilusão, saudade imensa, fascínio e tristeza amorosa.

Das poesias, destaco a profundidade dos sentimentos, o modo como foi possível realmente ver as sensações. Mas, acho que tenho vantagem nessas visões, por ter passado por situações semelhantes, porém nunca iguais. Encontramos ainda poesias baseadas em músicas, filmes, em personagens de livros clássicos, em quadrinhos e em figuras da mitologia, como o próprio Orfeu, que originou o pseudônimo do autor.

Para algumas destas, o autor anexou notas de rodapé com referências, explicando conceitos e personagens. Em uma destas notas, há até 4 versos, com uma brincadeira de palavras para ‘aliviar a tensão do leitor’.

‘Aliviar a tensão’ porque o autor teima em dizer que o livro é sombrio, devido à carga emocional jogada em suas poesias. Eu senti as sombras, toquei a escuridão. Mas não perdi de vista a luz em suas palavras, de tal forma que, ao autor, eu tenho a dizer: Obrigada.

São 100 páginas bem escritas, 55 poesias. Algumas em versos livres, outras em métrica, outras poesia narrativa. Separei algumas passagens que chamaram minha atenção (ao final da resenha). E se eu tivesse de escolher uma poesia apenas, não haveria dúvidas: “À meia-noite” fez meu coração parar.

Orfeu Brocco, a quem conheci num grupo de discussão de escritores, em uma dessas redes sociais, atualmente é um tremendo amigo, romântico inveterado, ficcionado por filmes clássicos de terror e grande fã dos quadrinhos “As Aventuras de Asterix, o Gaulês”, paixão doida que dividimos.

Para quem gosta de poesias, não tenho nem que enfatizar a recomendação. Para quem gostaria de ler algo diferente, tentando aflorar sua veia poética, leia. Leia com empatia, vale a pena.





Você pode comprar o livro no site do Clube dos Autores.

Ou adquirir diretamente com o Orfeu:

Preço do e-book >> R$ 10,00

Encomendas através do e-mail >> dead_orfeu@hotmail.com

Para acompanhar as obras de Orfeu Brocco, curta sua página no facebook:

Boa leitura!

Até + ver!

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