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sexta-feira, 22 de julho de 2016

18 Resenha [livro] - Uma Canção para a Libélula parte 1, de Juliana Daglio

Ei, pessoas!

Mais uma semana que termina lindamente! Hoje é sexta-feira e isso é sinônimo de:

(  ) Sair com os amigos
(  ) Ir ao cinema
(  ) Encontrar o namorado
(X) Resenha de Livro Nacional

Desculpa, gente, quem errou: sabe de nada, inocente!

Vem conhecer o livro Uma Canção para a Libélula - Parte 1, da nossa linda e simpática parceira Juliana Daglio!

O livro foi relançado pela Editora Arwen (nossa mais nova parceira!!! \o/) este ano na cidade de SP (confiram AQUI) e também estará na Bienal do Livro SP, juntamente com o mais novo lançamento da Jubs, Submersão - o segundo volume da série O Lado Negro (evento AQUI).

Bora lá!

Uma Canção para a Libélula - parte 1
Editora: Arwen
Gênero: Romance, Drama
Ano: 2016
180 p.

*Livro do acervo pessoal do/a blogueiro/a*

Sinopse:
Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: uma doença, uma viagem e um reencontro. Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta...



Em vários momentos da minha vida de leitora (quase toda minha vida, diga-se de passagem), eu já me deparei com livros que você termina de ler e fica parada olhando pro nada, sem saber muito bem como reagir, se é que dá pra reagir. Você tenta começar outros livros e não consegue. É a famosa ressaca literária e é a 2ª vez que a tenho em menos de 2 meses!



Em Uma Canção para a Libélula Parte 1, somos apresentados a Vanessa Santos, uma famosa pianista, nascida no Brasil, mas morando há 13 anos com seus tios em Londres, Inglaterra. Aos poucos, sua personalidade e sua história são desnudadas aos leitores. Vanessa está sempre fingindo: detesta ser o centro das atenções, ter todo aquele público olhando para si, ter de participar de coquetéis exibindo um sorriso marmóreo à pessoas a quem nunca conheceria de verdade.

"Eu era feliz quando estava com minha música. O restante do tempo eu não sabia."

E então tem de enfrentar um desafio: dizer ao namorado que recusava seu pedido de casamento. Há no passado de Vanessa coisas que ela tenta não se lembrar, mas que não saem de sua mente momento algum. E quando ela recebe a notícia que tem de voltar ao Brasil para acompanhar e cuidar um pouco da saúde do pai, tudo retorna e retorna com força. Mas a Vilã Cinzenta não tinha se afastado, nem em sonhos.


Vanessa é uma personagem quase indescritível. Sempre introspectiva e pouco social, é sob sua ótica que conhecemos seu mundo, seu passado, suas dores e traumas, sua visão da família e dos acontecimentos. É sob sua ótica que entendemos o amor que tem pelos tios e pela prima Becca que a acolheram sem pensar 2 vezes, pelo pai que sempre tentou cuidar dela (mas não fez isso muito bem) e é sob sua ótica que somos apresentadas à sua mãe, Valéria.

Valéria é, no mínimo, instável. Quando se descobriu grávida de Vanessa, estava quase assinando contrato com uma agência de modelos. A gravidez impediu; a culpa e frustração foram todas jogadas nos ombros da filha. Não há um minuto em que Valéria não esnobe ou desmereça Vanessa, ao mesmo tempo em que enaltece André, o mais velho.

"- Ela está doente?! É tudo culpa dela. Sou eu que estou doente.- Querida, o médico nos disse que ela está com estresse pós-traumático, nós precisamos ajudá-la- Estresse pós-traumático? Todos nós passamos por um trauma, porque só essa inútil tem que ficar assim?"

Não é que seu pai não a amava. Amava, sim, muito mesmo, mas sempre deu à esposa toda sua atenção, ignorando sua influência sobre a filha, ignorando tudo que a filha deveria estar sentindo. Quando sua irmã levou Vanessa para Londres, ele apenas agradeceu, concordou com visitas esporádicas e telefonemas em datas especiais.

Sobre a parte física/técnica, descrição da capa #pracegover: a capa feita pela editor Arwen é linda e dá o tom sombrio e, ao esmo tempo, delicado do livro. Em primeiro plano, temos a imagem em meio corpo de uma moça representando a protagonista, com longos cabelos castanhos, tendo ao fundo, a imagem de uma vasta floresta em tons de verde crepuscular. Ao redor da modelo, várias libélulas. O título do livro está na parte interior da capa, em branco, e tem asas de libélula da mesma cor em suas laterais.

A diagramação é outra maravilha, também cheia de delicadeza e cuidado. Logo no começo, páginas negras com imagem de libélula na cor da folha. Em todas as páginas, pequenas libélulas passeiam pelas margens. Os capítulos começam com números e títulos. As folhas são no tom pólen/amarelado, a fonte está perfeita.

Então agora, só resta dar minha opinião. Eu ainda estou meio sem saber o que dizer deste livro incrível! Jubs pegou suas experiências pessoais, uniu ao conhecimento acadêmico (em psicologia) e criou livros peculiares, que mostram os sentimentos por dentro.

Com uma escrita cadenciada, simples e bonita, quiçá uma prosa poética, o livro tem um tema pra lá de atual que foi escrito esmiuçando um pouco do lado obscuro, desconhecido e muitas vezes incompreendido da mente humana.

"A única coisa que eu consegui fazer era tocar piano, e era isso que eu fazia quase o tempo todo. Então, desci as escadas par ame afastar daquelas vozes, ainda em silêncio, sem chorar, sem mudar minha expressão, morta em vida. Toquei minhas músicas como se não existisse mais nada no mundo, como se estivesse em outra dimensão, longe daquela mulher que tanto me desprezava."

Se não fosse por esse livro, eu nunca teria confirmado que tive realmente uma leve depressão no início da surdez. As sensações estavam todas lá: a raiva inicial, a apatia, o desgosto, a vontade de não pensar ou se importar (ou seria melhor dizer a ausência de vontade para tentar mudar).

Da mesma forma que a personagem, eu lutei para não ir ver alguém que pudesse me ajudar, pelo exato mesmo motivo: não me achava com problema algum. Mas diferente dela, quando fui, me empenhei realmente na conversa, na análise e não precisei de medicação.


Jubs mostrou cada sentimento, cada sensação, cada visão que Vanessa teve ao longo de sua vida, o que a levou a estar assim e o que a família fez que só piorou seu estado. A narrativa em primeira pessoa nos ajuda a imergir no mundo sombrio de Vanessa e nos põe muitas vezes para pensar se era apenas ela, ou se a autora ou você estavam no livro também.

A impressão inicial que temos é a de que Jubs criou a personagem Valéria, a mãe, de forma meio forçada, deixando-a um pouco previsível, mas como a história deixa pontas soltas (como qual foi o trauma inicial, por exemplo), e há um epílogo no final do livro bastante significativo, escrito sob o ponto de vista da Valéria, creio que tudo será explicado no segundo e último livro.

E o final? A história para no auge, lembrem que esta é apenas a parte 1. Se não fossem tantos prazos e trabalhos (afinal, meu emprego continua, né...), juro que já teria devorado a parte 2, mas prometo (palavra de bandeirante!) que a resenha sai ainda em agosto!


Não é o primeiro sick-lit de que gosto (sim, tem pelo menos 1 ou 2, nada tão chocante assim), nem o primeiro drama, mas com certeza absoluta é o primeiro que favoritei. E se reclamar, favorito de novo!

Por fim, gostaria de enfatizar que eu não só recomendo o livro, como ainda faço a maior questão de subir em um palanque e discursar sobre a beleza das palavras usadas, a forma como foi escrito, sobre a importância dele e de seu tema para a sociedade hoje em dia. Não dá mais pra esconder, não é certo deixar pra lá.

Quer entender por que ela escolheu uma libélula? Acesse AQUI!




O livro na REDE:



ONDE COMPRAR:

 


Sobre a AUTORA:

Juliana Daglio, Psicóloga Clínica e autora dos livros "Uma Canção para a Libélula" e "O Lago Negro". Vinte e poucos anos e um punhado de ideias mirabolantes. Sonha em construir um país das maravilhas cheio de sombras que escondem personagens que versem a respeito de cada um dos aspectos da psiquê humana. Louca, rockeira, viciada e café, carinha de adolescente, mas uma alma antiga que insiste em entender o porquê veio ao mundo. Seu maior desejo é que alguém a ame por algo que escreveu.


   
  


Esse livro faz parte do Desafio Literário 60 Livros em 1 ano, organizado pelo Blog Livros & Tal, como minha leitura #24de60.


Acho que é a segunda vez este ano em que estou perdidamente apaixonada por um livro cujo gênero não é terror, não é fantasia, não é sobre um serial killer, nem tem fantasmas.

É um drama, daqueles que te fazem ler e ficar boquiaberta por muito tempo depois de fechar o livro, se perguntar se leu direito mesmo e confirmar que sim, é uma senhora leitura!

À Jujubells, muito obrigada pelo prazer de uma leitura tão delicada, forte e esclarecedora. Obrigada pela oportunidade de fazer parte do seu time de parceiros e pela simpatia toda vez que a gente se encontra!

Não vejo a hora de começar a segunda parte e de ter em mãos minha coleção d'O Lago Negro!

E vocês? Já leram algum livro da Jubs? O que acharam deste? Aguardando comentários de vocês!

Boa leitura!

Até + ver!


18 comentários:

  1. Oi linda, tudo bem?
    Genteee me apaixonei nesse livro, fico super feliz em ver a qualidade dos autores brasileiros e tenho muito orgulho deles. Me apaixonei por ele quando vi essa capa (sou louca por capas de livro) mais toda essa resenha e todo contexto é vibrante pra mim, me faz ter vontade de ler e de ir comprar agorinha. Lindo post, sério, apaixonante. Quero muito! Beijinhos.
    http://followyourdreamalways.blogspot.com.br/

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  2. Olá!
    Sou louca pra ler os livros da Juliana, principalmente O Lago Negro.
    Amei a resenha, tudo...
    bjs
    www.mundoliterando.com.br

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  3. Linda da minha viiiiiiiiiida! Eu amei a resenha (estava ansiosa por ela) e amei ainda mais saber o quanto você mergulhou a história. Obrigada pela linda parceria e por todo o carinho!
    <3
    Espero que a parte dois seja ainda mais emocionante!

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    Respostas
    1. Imagina, Jubs!!
      Agosto é mês de Libélula 2, com certeza!! E espero ter meus dois columes da coleção O Lago Negro na bienal, hein?! ;)

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  4. Oiii Nu, como vai garota?
    Eu tenho tanta vontade em realizar a leitura dessa obra, eu acho a autora tão meiga e fofa nas redes sociais e sempre estou a acompanhando, sua resenha só despertou ainda mais meu interesse para ler, com toda certeza irei comprar. Foi a primeira vez que tive oportunidade de ver a obra por dentro e fiquei encantada.
    Beijinhos

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  5. Oi, Nuccia!

    É tão gostoso quando uma história nos pega de jeito e nos oferece milhões de motivos pra nos identificarmos com ela, né? Esses são os melhores livros.
    Foi legal saber um pouco mais sobre o que houve com você. E mais ainda saber que você deu a volta por cima e que hoje está bem com você mesma.
    Essa foi a primeira resenha que li sobre esse livro e tenho que dizer que não fiquei muito interessada. Talvez, depois de ler mais algumas resenhas, eu mude de ideia. Por ora, não quero ler, não. :)

    Beijos!

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  6. Depois da sua resenha, fiquei com cara de paisagem desejando ler esse livro, amei a premissa e essa capa é linda. Dica anotada!!!! Bjkas

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  7. mulher que animo com o livro ein? kkkk fiquei contagiada kkk, não conhecia o livro ainda, mas ja tinha visto a capa e fiquei curiosa, gosto da ideia de descobrir o que houve no passado que causa tanta dor a ela

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  8. Olá!

    MIGA SUA LOKAA!
    Tou fugindo de livros que me deixam assim na ressaca sabe? Utimamente venho lendo ums.. QUE SANTO CRISTO. Mas sua resenha foi tão empolgante que resolvir dar uma chance pra esse ai hahha

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  9. Olá Nuccia, eu morro de vontade de ler esse livro desda edição anterior que também era bem bonita *-* O enredo parece ser bem legal e a forma como a autora o desenvolveu parece estar muito boa *-* Espero poder lê-lo em breve.

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  10. Oie
    lemrbo de ter ouvido muitos elogios sobre o livro e sobre a autora, sempre tive muita curiosidade e sua resenha me lembrou disso, com certeza está na lista, ótima dica

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  11. Nuccia, que resenha mais linda! Eu li o esse livro da Ju faz um tempinho já, e assim como você eu amei demais. Achei um livro denso, interessante e envolvente, com uma personagem principal inesquecível. Quero muito ler a continuação logo!

    Beijão

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  12. Oi Nu! Linda sua resenha! O tema do livro é algo que conheço, minha mãe passou por uma depressão fortíssima, sempre digo que foi um período negro na nossa família, mas já está bem melhor. Fiquei interessada em ler o livro, imagino que deve mexer bastante com o leitor, beijos

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  13. Olá,
    Menina tô meio enjoada de sick lit rs
    Não consigo mais ler, e se eu gostei de 2 sick lit até hoje é muito. Então deixo passar sua dica. Mas ficou ótima sua resenha!

    http://euinsisto.com.br

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  14. Sua resenha ficou intensa, deu vontade de chorar, pois é coo seu de alguma forma, mesmo que mínima, pudesse entender o que você sentiu. Gostei da resenha desabafo.

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  15. Estou com esses livros aqui em casa mas ainda não os li. Bom saber que gostou tanto assim da obra.
    Pela resenha noto que aprenderemos um pouco sobre a ideia de que não importa o quantos amemos nossos pais e eles a nós, eles podem errar (falo aqui do pai dela) e esse erro causar marcas. Ainda assim, isso não faz com que mereçam menos nosso carinho.

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  16. Olá Nu,
    Apesar de namorar a capa desse livro há muito tempo, essa é a primeira vez que leio uma resenha dele, acredite se quiser... E se já queria ler só pela capa, agora com sua resenha quero ler mais ainda, quando estamos passando por um momento de depressão é sempre bom ler coisas sobre pessoas que a venceram, e estou precisando disso.

    Beijokas

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  17. Oi Nu, viu o que disse? A Jujuba é muito diva!
    Sou fã até debaixo dágua, a escrita dela é densa poética, profunda.
    O Livro dois é ainda melhor, ela deu um ótimo desfecho.
    Sua resenha como sempre lacradora.
    Parabéns!
    Beijocas

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Seja legal: aumente nosso ego deixando seu comentário!
Mas, ei! Cuidado aí! Sem comentários ofensivos!
Um imenso obrigado de todos nós!

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