Olá amores ❤
Hoje temos Entrevista com Juliana Daglio, autora de Uma Canção para a Libélula e O Lago Negro!!!
Eu sou a Ingrid, autora e nova Colaboradora, autointitulada "traça".
Juliana Daglio
Biografia
Vinte e poucos anos, Psicóloga Clínica, apaixonada por Psicanálise, viciada em Livros e amante do Rock Britânico. Desde criança foi vidrada em faz de conta e inventava inúmeros personagens para conversar. Assistia a filmes sobre vampiros já aos seis anos, mesmo que tivesse que se esconder atrás do sofá. Na adolescência, dizia que iria ser uma Libélula. Hoje em dia se diz uma adulta confusa, que ainda adora vampiros, não ganhou asas de libélula, mas escreveu um livro sobre elas, transformando seus personagens inventados em pessoas reais, embora sejam feitas de tinta e papel.
Obras:
Uma Canção para a Libélula Parte 1
Sinopse
Uma Canção para a Libélula Parte 2
Sinopse
Depois de um final aterrador, Uma Canção para a Libélula - parte I, deixou leitores ansiosos pela sua continuação. A história da jovem pianista Vanessa, e sua luta contra a Vilã Cinzenta, conquistou corações pelo Brasil inteiro e agora tem seu desfecho. A Menina que se encontrou com a Libélula viveu um sofrimento extremo, mergulhando em sua alma obscura para nos contar sua história.
Dentro de um casulo escuro os segredos permeiam, envenenando toda a existência dessa família marcada por uma morte precoce. Diante das rachaduras há uma descoberta incrível: asas de diamante, um voo alto em meio às nuvens de um entardecer cor de algodão doce, e o encontro mais importante de uma existência.
Seja forte agora, mas não contenha suas lágrimas. Ouça a Canção até o final.
O Lago Negro
Sinopse
Ao se mudar para o interior, depois de passar no vestibular, ela se depara com o local perfeito para se inspirar e, finalmente, transformar seus personagens imaginários em um livro. Lagoana é uma cidade nebulosa, úmida, habitada por almas quietas e pouco amigáveis. Porém, o clima obscuro não despertará somente a criatividade, mas também acordará seus fantasmas mais profundos.
Prestes a perder o controle sobre sua trama e sua mente, Verônica conhece um estrangeiro de sorriso cafajeste e olhos azuis e, desconfiada de suas intenções, ela guarda segredo quanto ao seu livro, mas não sabe que Liam também tem os seus.
Verônica nem desconfia, mas eles podem ser a chave para os mistérios que a rondaram durante toda sua vida. Assim, o lago negro de sua imaginação será, definitivamente, o estopim para toda sua loucura emergir. O que será que ele esconde no fundo de suas águas escuras?
[Traça Literária]
Entrevista
1.
Como surgiu a ideia de
escrever um romance sobre depressão e outro envolvendo fantasia? Quanto
de realidade eles possuem?
Juliana
Daglio: A Depressão sempre foi um tema que me despertou diversos sentimentos,
dentre eles a curiosidade a respeito de suas causas. Quando fui cursar
psicologia, fui atrás dessas respostas, e a ideia de unir os conhecimentos na
área e a literatura, que é minha paixão de criança, foi surgindo aos poucos e
tomando forma.
O Lago
Negro não seria bem uma fantasia, mas um realismo fantástico. Ele tem elementos
de realidade modificados para dar ênfase a alguns aspectos. Acho que ambos tem
uma realidade muito nua no que diz respeito às perturbações mentais, já que
Vanessa e Verônica são dotadas de psicopatologias, mas em O Lago Negro essa
realidade vem pincelada, maquiada, para enredar o leitor a ter reflexões mais
profundas e trazer desconfianças a respeito do desfecho.
2.
O que você quis transmitir ao leitor através
dessas histórias? Quais os pontos de maior destaque e tensão?
Juliana
Daglio: Em Uma Canção para a Libélula, a principal mensagem que quis passar foi
a de “Você não está sozinho”. Hoje dezenas de pessoas morrem por semana,
vítimas da depressão e suas consequências, e para grande parte delas não foi
destinada nenhuma ajuda. Algumas famílias simplesmente não sabem que estão
lidando com um patologia, e acabam não sabendo lidar com o indivíduo adoecido.
É FRESCURA... VAI PASSAR... POR QUE VOCÊ NÃO SE ESFORÇA UM POUCO MAIS? São só
algumas das frases que eles ouvem, e que em vez de fazê-los melhorar, empurra
cada vez mais para o abismo.
O Lago
Negro é um livro sobre loucura. A mensagem é “Sua loucura é bem-vinda; Somos
todos iguais em nossas diferenças”. Mas creio que a Verônica vá ensinar isso
bem melhor do que eu.
3.
Qual foi a parte mais difícil e a mais fácil
durante o processo da escrita? Qual cena de ambos os livros te tocou mais profundamente,
a ponto de se ver tão emocionada que precisou dar uma pausa?
Juliana
Daglio: A parte mais difícil é o todo! Hahahahhaha Escrever, dar forma,
revisar, lapidar... Não é um processo fácil, e exige constante aprimoramento,
autocrítica, noites em claro e novas fontes de ideias.
Em Uma
Canção, a cena mais difícil de escrever foi o final do primeiro livro. Foi
doloroso demais, como se eu estivesse no lugar da Vanessa. E estava, de certa
forma.
O Lago
é uma história muito comprida, já que tem quatro livros e todos eles estão
escritos, mas acredito que o final da Verônica foi a parte mais trabalhosa. Se
despedir de um personagem depois de anos em sua companhia, não é fácil!
4.
Com qual personagem de suas histórias você mais se
identifica? Por quê?
Juliana
Daglio: Com a Vanessa, com certeza.
Coloquei
nela a depressão que eu tive no passado, e conforme ela afundava, eu conseguia
emergir na superfície. Então tive que tirar ela de lá, e para isso mergulhar na
depressão novamente. Eu devo à Vanessa o fato de ter sobrevivido quando a vilã
cinzenta queria me dominar. Ela me ajudou, ela foi meu espelho. Ela sou eu!
5.
Considera-se uma pessoa observadora e
detalhista, ou a praticidade te define?
Juliana
Daglio: Sou mais observadora, acho que mais no quesito das emoções. Não sou de
observar roupas e aparência, mas humores e estados de espírito. Essa
característica me ajuda muito a compor os personagens, porque a convivência e a
empatia com seres humanos, me ajuda a ampliar meu espectro de conhecimento
acerca do Ser Humano. Mas estou buscando ter mais domínio da prática,
procurando estudar escrita criativa através de livros sobre o tema, e também
junto a profissionais que entender dessa arte.
6.
Como funciona seu processo de pesquisa, costuma
achar fácil as informações que precisa? Tem métodos próprios, faz metas e
roteiros?
Juliana
Daglio: Faço roteiros de tudo que preciso saber, mas não paro de escrever para
pesquisar. Vou deixando as ideias fluírem e pesquisando de forma adjacente. Se
alguma coisa computada estiver com informações erradas, eu tiro um tempo para
corrigir, e seguir, e quando uma nova necessidade de pesquisa surge, eu
continuo o trabalho e pesquiso depois.
O
roteiro é imprescindível, mas no final ele sofre um número ilimitado de
modificações.
7.
Qual o fator da psicologia que mais te fascina?
Por quê?
Juliana
Daglio: A psicologia como um todo me fascina muito. Conhecer a mente humana é
saber que padrões realmente são fantasias inventadas pelo homem, e que nossas
diferenças são mais complexas do que a ciência pode estudar. Buscar esses
conhecimentos move minha vontade de escrever sobre o humano, ainda que no
âmbito da fantasia.
A
psicologia é uma ciência sem limites, cheia de raízes e bifurcações, e não nos
limita, por isso é tão libertadora.
8.
Você prefere o silêncio total a uma boa música? Qual
lugar no mundo, qualquer lugar, no seu ponto de vista seria perfeito para
escrever?
Juliana
Daglio: Prefiro escrever no silêncio total, mas quando não estou fazendo nada,
gosto de ouvir Rock! O melhor lugar para escrever é o meu apartamento, onde eu
consigo minha solidão necessária para produzir e deixar os personagens falarem.
Às vezes falo com eles em voz alta, então ter companhia pode ser constrangedor
hahahhahaha.
9.
Tem projetos em andamento? Conte-nos sobre eles.
Juliana
Daglio: Estou trabalhando em Lacrymosa, meu primeiro livro de Terror, que no
fim não é tão terror assim. Ele falará sobre fé, persistência, amor e sobre os
aspectos mais complexos de nós mesmo na decisão entre o Bem e o Mal, se é que
ela existe.
Estou
bem ansiosa por ele! Quero saber o que vocês vão sentir ao conhecerem minha
Valery.
10.
Deixe uma mensagem para os seus leitores, os
leitores do blog e uma dica especial para quem ainda está iniciando a carreira.
Juliana
Daglio: Muito obrigada pela oportunidade de estar aqui! É sempre uma
honra fazer qualquer coisa com você, que é uma pessoa maravilhosa e iluminada.
E aos leitores do blog, espero que gostem dessa criatura maluca que voz fala, e
saibam que estou aberta a contatos caso queiram falar sobre literatura ou
conhecer mais dos livros.
Aos
escritores iniciantes: não desistam! Leiam! Leiam muito e incansavelmente.
Leiam no banheiro, no café da manhã, nos intervalos do trabalho. Leiam
clássicos, mesmo que não gostem, e leiam contemporâneos também, mas não deixem
de ler, TUDO! É a leitura que vai te preparar para o futuro.
Ingrid M. S. Nascida em 03 de outubro de 1993, é formada em Design de Moda, mora com o marido em uma cidade pequena e muito pacata no interior de Santa Catarina. Ama escrever desde criança, mas somente em 2014, resolveu publicar algo através do Wattpad.
É sonhadora, criativa, detalhista e muito teimosa, uma viciada em livros e chocolate, simplesmente apaixonada por dias frios e chuvosos. Gosta muito de
desenhar, assistir comédias românticas e seriados.
CONTATO: FACEBOOK - GRUPO NO FACEBOOK - SKOOB - WATTPAD - AMAZON
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Oie! Adorei o posto, gostei dos livros e da entrevista, parabéns ! :D
ResponderExcluirBeijos Lindona!
Fran
Achei e Rabisquei
Oi, adorei a entrevista e adorei conhecer um pouco mais a autora e achei a premissa de seus livros muito interessantes, e fiquei curiosa para lê-los e saber mais deles e já estou ansiosa para conhecer Lacrymosa.
ResponderExcluirbjus
Amei a entrevista, a autora mostra ser uma pessoa maravilhosa pelo pouco que acompanho dela no face e pela entrevista.Os livros dela abordam um tema muito sério e que muitas vezes é tratado como frescura e como a autora disse, não é levado a sério. Leia os livros dela com certeza e estou bem curiosa sobre esse de terror que ela está escrevendo.
ResponderExcluirbjs
Oiii.. Adorei a entrevista. Mal posso esperar pra ler os livros dela. Uma coisa que eu reparei é que a Ju gosta de nomes que começam com V. Hahaha
ResponderExcluirTem algum motivo, ou as escolhas são aleatórias?
Beijos e sucesso pra Ju.
Gente que corajosa, assistia a filmes de vampiro tão novinha... Rs... Até hoje ainda não tenho coragem! Hahaha... E adorei ela falando que de vez em quando fala com os personagens em voz alta... Rs... Tenho muita curiosidade de ler os livros da autora, nem sei qual me atrai mais, vamos ver, de repente adquiro ao menos um deles ainda durante a Bienal. Adorei a entrevista!
ResponderExcluirOiiii!!
ResponderExcluirAmei a entrevista. A Ju merece toso o sucesso que está fazendo.
Tenho os 4 livros que ela lançou até agora.
Não vejo a hora dos próximos que ela vai lançar kkk
beijos
Olá :) todos os livro dessa autora tem capa incrível. Conhecia apenas o livro "O Lago Negro" e já faz tempo que quero ler. Os outros não conhecia mais me desperto interesse também. Apesar de conhecer os livros dela eu não conhecia a autora e essa intrevista me proporcionou a isso. Adorei a autora ter juntado a profissão ao livro. E sabe agora a mensagem que ela quis passar em seu livro só aumentou mais minha vontade de ler. Beijos www.sejaamavel.blogspot.com
ResponderExcluirOlá Ingrid!
ResponderExcluirParabéns pela entrevista, eu tenho lago negro da autora e estou louca para ler o segundo. Acho a Ju linda de morrer, aliás pra que ser tão bonita né? hahahahaah
Beijokas
Ah, que post lindooooooooooooooo! <3
ResponderExcluirComo eu não tinha visto isso, minha gente?
E esses comentários <3